segunda-feira, 24 de março de 2025

viagens / Mendoza de luxo



Viagens/ Feriadão!

Em abril teremos o mais longo feriado do ano: dá pra emendar de dia 18 ao 23. Com uma combinação no trabalho ou nas escolas, é tempo para uma viagem rápida. 
Claro que se as crianças acompanham, o destino será Orlando, pelos parques e pelas compras. Mas minha sugestão é aproveitar o finzinho do calor para curtir vinícolas. Mais precisamente, Mendoza, no lado oeste da Argentina, quase no Chile, no pé dos Andes.

Como chegar: primeiro, um voo de 3 horas (para quem parte do Rio de Janeiro) até Bueno Aires. Dependendo da cia.  aérea pode haver troca de aeroporto, de Ezeiza para o Aeroparque, mais central. Mais duas horinhas voando até Mendoza, que fica a 973 km de Buenos Aires. Uma opção é o trem, que levaria cerca de 13 horas. Mas não sei como é este trem e ninguém vai perder horas preciosas chacoalhando nos trilhos.
A passagem, segundo pesquisa em 23 de março, fica em torno dos R$ 2.500. Vi ofertas por R$ 2.387 nos sites de viagens
Atrações 
Para a maioria dos brasileiros, neve sempre encanta, ainda mais depois desta onda de calor que passamos. Sempre confesso que não é meu caso, neve em cidade. A vantagem de Mendoza é que nesta época as neves ficam na paisagem, nas montanhas da cordilheira dos Andes. Para os muito animados as trilhas de altitude levam até um ponto próximo do Aconcágua, pico mais alto do hemisfério ocidental da América.
O motivo mais forte para partir para Mendoza é…o vinho! As vinícolas são premiadas internacionalmente, acho que só perdem para Bordeaux, na França. Ficam à frente de Napa Valley. Levando em conta a proximidade e o câmbio favorável ao dólar, Mendoza vale até como destino de luxo.
Catena Zapata com neve
O Casa Uco Vineyards and resort, com a vista dos Andes
Onde ir
Se pensamos em luxo, a indicação é o hotel Casa de Uco Vineyards and Wine Resort. Isto é, hotel, vinícola, spa, alta gastronomia. Considerado o melhor resort da Argentina, muitos especialistas elegem como o melhor da América do Sul. Atenção, o luxo custa caro, a diária pode passar dos R$ 2 mil. Há opções mais econômicas no Booking.com, no Trip Advisor ou nos pacotes da Abreu e Decolar. 
Entre outras vinícolas famosas se destacam a Pulenta Estate Winery e a Catena Zapata. Em matéria de luxo, vale agendar um excursão de dia inteiro para grupos pequenos, que vão se deliciar com os vinhos e um almoço gourmet. Uma opção é a Trout and Wine Tours.
Outra vinícola famosa, a Luigi Bosca, eleita uma das 100 melhores marcas de vinhos em 2024 pelo Luxury Lifestyle Awaerds.
Mais uma, esta familiar, a Doña Paula, que recentemente abriu para visitas de 90 minutos com degustação de vinhos e queijos, encerrada com bombom de chocolate premium (pronto, bateu a curiosidade, por que é premium? Os belgas já são comuns).
Mais uma, a Finca El Paraíso. Esta promete um luxo dos mais luxuosos: lá foi aberto uma garrafa de um Malbec de 112 anos, engarrafado em 1912. Da adega de 50 garrafas estão disponíveis 10 para degustação. Detalhe: cada taça a US$ 1000. Sim, uma taça por mil dólares. 
Avisei que falaria de luxo. Algumas vinícolas têm épocas de abertura, bom conferir se já recebem visitantes.

Para quem gostaria de sobrevoar os Andes (rota em geral turbulenta) , a ida para Mendoza pode ser via Santiago, que fica a 360km das vinícolas argentinas. Mais uma vez, lembro  do tempo precioso nestas viagens.

Acham que Mendoza fica longe ou muito cara? (lembrando que existem opções menos caras, principalmente de hospedagem). Se o plano seria degustar vinhos e sentir um pouco de frio, a escolha do feriadão pode ser Bento Gonçalves, na serra gaúcha. São duas horas de voo até Porto Alegre, mais duas horas de estrada subindo a serra. As vinícolas são ótimas, os vinhos também premiados. Só tem que reservar a hospedagem com antecedência, porque a hotelaria ainda é precária.  




quinta-feira, 20 de março de 2025

Casa/Arte na Portobello

 








 



Design, Arte e indústria se unem para oferecer novidades de qualidade criativa. Para a casa, a Portobello lançou uma linha assinada por Vik Muniz, reconhecido internacionalmente por suas obras como fotógrafo e o emprego de materiais reciclados. Lançada  na 23ª Expo Revestir, em São Paulo, a linha Haptic mostrou uma visão ressignificada da cerâmica inspirada no papel e na aquarela, materiais habituais do Vik.

Uma obra de Vik Muniz: Double Mona Lisa, feita com geléia e manteiga de amendoim 

O que achei interessante foi a possibilidade de usar as novidades no piso ou nas paredes. E ainda saiu um cobogó, elemento que voltou à moda e integra a coleção nova.

Haptic é o próprio manifesto criativo que reforça a interseção entre arte, design e arquitetura, como citei no início. Segundo Vik:

“A simplicidade é a forma mais complexa de inovação. Esta coleção nasce da relação entre o tátil e o visual, como um papel em branco que convida ao toque. Trabalhamos a cerâmica para evocar a memória sensível do papel, sua textura, sua porosidade, a surpresa de um diamante bruto que guarda infinitas possibilidades”. 

 Três elementos

A coleção é composta pelas variações:

Canvas: Grandes formatos exaltam as diferentes gramaturas do papel, criando superfícies neutras e elegantes. Pode ser usado em pisos e paredes. Disponível nos formatos 120x120 e 120x170.


Aquarelle: Uma celebração às cores clássicas da aquarela. São cores vibrantes em nova interpretação para a azulejaria. Vejam na foto, a sugestão de intercalar uns coloridos entre tons neutros. Formato 10x20

Cobogó Aquarelle: Peças que transformam os espaços em uma experiência cromática, onde as cores se revelam de acordo com a luz e a interação. Típico do trabalho do Vik Muniz Formato 15x30.


 Além da parceria com o Vik Muniz, a Portobello lançou uma linha de metais para cozinha e banheiro. A linha Kitchen and Bath inclui 40 ítens, entre misturadores, chuveiros, torneiras, tudo desenvolvido em metais como níquel escovado e grafite com exclusividade. Gostei desta torneira dupla e dos chuveiros redondos e quadrados.

O que é?

Haptic: tecnologia que estimula os sentidos de toque e movimento em operações remotas ou em computador, simulando a sensação de tocar os objetos fisicamente. É uma comunicação não-verbal. Como a arte de Vik Muniz, feita com elementos que dão impressão diferente da esperada com os materiais empregados. Como fotos, resíduos, lixo. Ou as Monas Lisas feitas com geleia e manteiga de amendoim.